O tempo é implacável. Destrói cidades, estraga alimentos, leva-nos à sepultura e força nossos entes queridos e descendentes a nos esquecer. Apenas o que está escrito tem o dom de sobreviver ao tempo e espalhar-se para outras partes do mundo, ser traduzido para diferentes idiomas e transmitir o conhecimento de épocas já passadas. Sem a escrita, não haveria história e nós, pobres mortais de memória curta, não teríamos noção dos eventos ocorridos no passado. Os documentos históricos têm essa função, contudo, os estudiosos que produzem e analisam esses textos muitas vezes focam tamanha atenção nos fatores políticos e econômicos que o povo, verdadeiro alicerce na edificação da história da civilização, é ofuscado pela grandeza dos acontecimentos mais marcantes.
Enquanto os textos acadêmicos exploram os fatos em torno de reis, guerras e decretos, a literatura tem o papel crucial de mostrar a história da perspectiva do povo. Do povo e para o povo. Vale lembrar que a literatura não é algo exclusivo aos intelectuais nem de uma pequena elite, como era antigamente, praticamente qualquer pessoa pode ter acesso a ela contanto que tenha disposição e mente aberta para entender o que se passava com as sociedades que já não existem mais. É realmente uma pena que tantos analfabetos e indivíduos de classes sociais menos favorecidas sejam privados deste saber por questões relacionadas à falta de educação no Brasil e no mundo, e a pobreza material, muitas vezes, a principal causa da “pobreza intelectual”.
Não só se pode aprender como o povo vivia, mas também como ele pensava.
Livros literários são escritos a partir do ponto de vista de uma determinada pessoa com uma formação e uma realidade diferente da nossa, senão completamente estranha, que pode nos revelar uma visão de mundo extremamente rica e valiosa. Dependendo do autor, a obra publicada pode vir a oferecer talvez até uma descrição mais detalhada da ideologia de cada época, sempre, é claro, contando com uma opinião parcial que busca favorecer sempre determinado ideal ou uma instituição em especial.
Sendo que a literatura mostrou-se eficaz para armazenar e oferecer registros históricos sob a perspectiva de seus autores, até os estudiosos lançaram-se sobre os livros para buscar nas entrelinhas os fragmentos de verdade e os contextos históricos em que as histórias se passam. Mas não são apenas os estudiosos que tem a aprender com os livros de figuras como Lima Barreto, Machado de Assis e Fernando Pessoa. Todos, especialmente os jovens, podem encontrar ideias interessantes e sabedoria popular em um bloco de papel impresso e encapado aparentemente sem importância que se encontra em qualquer biblioteca e sebo e usado de vez em quando como calço para pernas de mesa e enfeite de estante.
Apesar de haver livros considerados geniais que na verdade são muito chatos, todos tem um valor enorme para a sociedade porque são os resquícios de sua própria história, diários de sua identidade já passada e ensinamentos transmitidos dos nossos antepassados até nós. Em consideração ao valor inestimável da arte que é a literatura, centros culturais, museus e escolas organizam eventos, feiras e saraus em homenagem aos autores que fizeram movimentos e marcaram épocas.É na literatura que encontramos as bases para edificar nosso futuro, como já dizia Monteiro Lobato: “Um país se faz com homens e livros”.
rodrigosinc@hotmail.com
Enquanto os textos acadêmicos exploram os fatos em torno de reis, guerras e decretos, a literatura tem o papel crucial de mostrar a história da perspectiva do povo. Do povo e para o povo. Vale lembrar que a literatura não é algo exclusivo aos intelectuais nem de uma pequena elite, como era antigamente, praticamente qualquer pessoa pode ter acesso a ela contanto que tenha disposição e mente aberta para entender o que se passava com as sociedades que já não existem mais. É realmente uma pena que tantos analfabetos e indivíduos de classes sociais menos favorecidas sejam privados deste saber por questões relacionadas à falta de educação no Brasil e no mundo, e a pobreza material, muitas vezes, a principal causa da “pobreza intelectual”.
Não só se pode aprender como o povo vivia, mas também como ele pensava.
Livros literários são escritos a partir do ponto de vista de uma determinada pessoa com uma formação e uma realidade diferente da nossa, senão completamente estranha, que pode nos revelar uma visão de mundo extremamente rica e valiosa. Dependendo do autor, a obra publicada pode vir a oferecer talvez até uma descrição mais detalhada da ideologia de cada época, sempre, é claro, contando com uma opinião parcial que busca favorecer sempre determinado ideal ou uma instituição em especial.
Sendo que a literatura mostrou-se eficaz para armazenar e oferecer registros históricos sob a perspectiva de seus autores, até os estudiosos lançaram-se sobre os livros para buscar nas entrelinhas os fragmentos de verdade e os contextos históricos em que as histórias se passam. Mas não são apenas os estudiosos que tem a aprender com os livros de figuras como Lima Barreto, Machado de Assis e Fernando Pessoa. Todos, especialmente os jovens, podem encontrar ideias interessantes e sabedoria popular em um bloco de papel impresso e encapado aparentemente sem importância que se encontra em qualquer biblioteca e sebo e usado de vez em quando como calço para pernas de mesa e enfeite de estante.
Apesar de haver livros considerados geniais que na verdade são muito chatos, todos tem um valor enorme para a sociedade porque são os resquícios de sua própria história, diários de sua identidade já passada e ensinamentos transmitidos dos nossos antepassados até nós. Em consideração ao valor inestimável da arte que é a literatura, centros culturais, museus e escolas organizam eventos, feiras e saraus em homenagem aos autores que fizeram movimentos e marcaram épocas.É na literatura que encontramos as bases para edificar nosso futuro, como já dizia Monteiro Lobato: “Um país se faz com homens e livros”.
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