Essa cena é muito comum: reunião de pais e mestres, um dos responsáveis vem seguido de perto pelo seu tutelado que age como se nada tivesse a ver com a situação, mas o pai aparenta estar reprimindo uma fúria colossal, ele encontra o professor de seu interesse e esfrega um boletim cheio de notas vermelhas na cara do mestre, esbravejando: “Que diabos significa isso!” . Analisemos a situação; se o pai estava alterado por causa das notas do filho, por que não tirou satisfação com o aluno ao invés de brigar com os professores das matérias em déficit.
Este tipo de ocorrência é fruto de algo que tem acometido a educação no Brasil, especialmente em escolas particulares: os pais não acreditam mais que a educação seja problema do aluno e da família e sim do professor pago para lecionar o conteúdo de cada matéria.
Tal mudança de valores é sintoma da falta de preocupação com o aprendizado dos jovens e a impaciência dos tutores com este assunto em questão. O que eles querem mesmo são notas altas sem trabalho para serem recuperadas, e quando não é bem isso o que conseguem, a culpa cai sobre o profissional da educação que procura seguir uma metodologia justa para fechar as médias de seus alunos.
Até pouco tempo atrás, a responsabilidade pelas notas baixas era direcionada ao estudante que as tirou. No entanto, com a “privatização do ensino”, o fortalecimento dos colégios privados, a função do mestre foi rebaixada de acadêmico encarregado de conceder a luz do saber para seus aprendizes para um tagarela que no final do bimestre apenas faz vista grossa quanto aos seus “clientes” menos dedicados. Ou pelo menos é isso o que os pais que pagam as mensalidades.
Uma pena, mas é verdade. O importante agora é passar de ano e começar a vida profissional o mais rápido possível e dane-se todo o saber e conhecimento. Esquecem-se, porém, os infelizes que pensam desta forma que o saber prático e ético são muito mais preciosos do que um boletim todo azul e também fundamentais para uma pessoa que inicia sua vida adulta. Por falar em saber ético, o que os pais estão ensinando aos seus filhos ao insinuar que os professores, figuras de autoridade a serem respeitados pelos seus alunos no mínimo de igual para igual, são empregados remunerados para lhes servir? Não é de se admirar que hajam tantos filhinhos de papai fazendo algazarra em sala de aula e resultando em verdadeiros vagabundos sem estrutura para crescer na carreira que seja de sua preferência.
Note que uma vida sem ter sido aproveitada não é culpa do professor que dá fundamentos para aproveitá-la e sim do aluno que a vive e não tem condições de fazê-lo porque nunca se preocupou com seu futuro, seguindo o exemplo de seus pais que não souberam onde começa a educação.
Este tipo de ocorrência é fruto de algo que tem acometido a educação no Brasil, especialmente em escolas particulares: os pais não acreditam mais que a educação seja problema do aluno e da família e sim do professor pago para lecionar o conteúdo de cada matéria.
Tal mudança de valores é sintoma da falta de preocupação com o aprendizado dos jovens e a impaciência dos tutores com este assunto em questão. O que eles querem mesmo são notas altas sem trabalho para serem recuperadas, e quando não é bem isso o que conseguem, a culpa cai sobre o profissional da educação que procura seguir uma metodologia justa para fechar as médias de seus alunos.
Até pouco tempo atrás, a responsabilidade pelas notas baixas era direcionada ao estudante que as tirou. No entanto, com a “privatização do ensino”, o fortalecimento dos colégios privados, a função do mestre foi rebaixada de acadêmico encarregado de conceder a luz do saber para seus aprendizes para um tagarela que no final do bimestre apenas faz vista grossa quanto aos seus “clientes” menos dedicados. Ou pelo menos é isso o que os pais que pagam as mensalidades.
Uma pena, mas é verdade. O importante agora é passar de ano e começar a vida profissional o mais rápido possível e dane-se todo o saber e conhecimento. Esquecem-se, porém, os infelizes que pensam desta forma que o saber prático e ético são muito mais preciosos do que um boletim todo azul e também fundamentais para uma pessoa que inicia sua vida adulta. Por falar em saber ético, o que os pais estão ensinando aos seus filhos ao insinuar que os professores, figuras de autoridade a serem respeitados pelos seus alunos no mínimo de igual para igual, são empregados remunerados para lhes servir? Não é de se admirar que hajam tantos filhinhos de papai fazendo algazarra em sala de aula e resultando em verdadeiros vagabundos sem estrutura para crescer na carreira que seja de sua preferência.
Note que uma vida sem ter sido aproveitada não é culpa do professor que dá fundamentos para aproveitá-la e sim do aluno que a vive e não tem condições de fazê-lo porque nunca se preocupou com seu futuro, seguindo o exemplo de seus pais que não souberam onde começa a educação.
rodrigosinc@hotmail.com
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