terça-feira, 11 de maio de 2010

Asas Frágeis - Rodrigo Sinckevicius Martins


A política do “pão-e-circo” foi criada na época do Império romano para mascarar problemas sócio-econômicos com carnificina e diversão. Apesar de circo ser um negócio bem raro nos dias de hoje, essa atitude ainda existe nos meios de comunicação, cada vez mais acessíveis ao público. O problema é quando essa prática cai nas mãos sádicas e irresponsáveis de estudantes com criatividade para difamar e maltratar seus colegas de convívio comum. O nome disso é Bullying, é crime e, infelizmente, também é moda.

Existem vários casos comprovando que o ser humano, desde crianças, tem um talento bizarro para humilhar e tratar os demais com crueldade e de adolescentes então nem se fala. Os praticantes de Bullying sustentam uma atitude de superioridade a partir da inferiorização de suas vítimas, menos favorecidas financeira, popular e, às vezes, até intelectualmente. É uma forma lamentável e medíocre de se autovalorizar e descarregar as tensões diárias no lombo daqueles que não reagem por se sentirem realmente em um patamar inferior.

A internet, recentemente, tornou-se a arma mais versátil dos agressores, além de fornecer anonimato, oferece um leque de opções que servem como ferramentas para os praticantes de Bullying, ainda assim muitos preferem o uso da agressão tradicional, física e verbal, menos discreta, porém mais impactante ao atingir diretamente suas vítimas.

Tornou-se tarefa das escolas e faculdades fiscalizar e intervir contra esse tipo de atitude, contudo, todos devemos estar conscientes de que Bullying é errado, devendo ser combatido sobre tudo pelos agredidos, reagindo contra as provocações, respondendo na lata ou procurando ignorar o assédio dos agressores ou recorrendo ás autoridades responsáveis para cortar esse mal pela raiz. O poder do Bullying é sustentado pelo silêncio dos agredidos e é imprescindível quebrar as “asinhas” dos agressores, que, ao contrário do que aparentam, são de papelão.

rodrigosinc@hotmail.com

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