Nunca sabemos o que a maré vai nos trazer.
O pescador com fé no coração levanta todo dia de manhã e apronta seu barco, sobe até o alto mar e lança sua rede. Alguns dias ele é abençoado com uma pescaria produtiva, redes cheias e em outros só consegue trazer para terra o suficiente para sanar a fome de sua família. Há também os dias em que tudo o que consegue são queimaduras de sol. No entanto ele não falha nem um dia, não importando se está fazendo muito calor, se os ventos estão fortes ou se uma tempestade ameaça desabar. Ele tem fé de que estará em segurança e de que quanto mais se empenhar, mais peixes terá em sua rede.
O pescador sem essa mesma fé olha para o céu antes de colocar seu barco na água. Encara cada nuvem com desconfiança e olha torto sempre que uma onda aparenta avançar mais do que o normal. Não é todo dia que esse pescador sobe o mar. Em conseqüência, é muito improvável que sua rede fique cheia um dia.
A principal diferença entre esses dois tipos é que o primeiro pescador ama o que faz, ama pescar, ama navegar, ama colocar comida na mesa com seu trabalho árduo e portanto sempre terá algo para alimentar sua família.
É bem mais fácil ter fé quando amamos nosso trabalho. Ter fé que dizer, acima de tudo, ter esperança, confiar numa força maior mesmo nos momentos mais críticos e nos deixar levar por algo bem maior do que nós.
Dizem que hoje em dia faz muito sentido ter fé na ciência. É uma crença racional, lógica. Garantia de que nunca seremos desapontados.
Na minha opinião, uma grande baboseira.
Quem tem fé na ciência baseada na nossa percepção do mundo material não tem lá muito apreço pela vida. É o tipo de pescador que acredita que só terá um dia produtivo se for o tempo propício numa determinada época do ano com uma rede de material especial lançada em determinado local do oceano. É o filosofo que tenta desvendar os mistérios da vida presumindo que não haja nada de realmente misterioso, nada que a percepção humana não possa captar. É o estudioso empenhado em descobrir como cada faceta do universo funciona descartando a presença de qualquer influência metafísica.
Nem desconfiam estas pobres criaturas que nada no universo é linear, muito menos a própria vida. A vida não é como uma equação ou uma fórmula, previsível e intelectualizada. A vida é como o mar. Hora calmo, hora revolto, cheio de atividade, ecossistema sustentável e indomável. Alguns se deixam levar por ela, outros nadam contra a correnteza e também existem aqueles que permanecem estagnados no mesmo lugar.
Não temos idéia do que a maré trará no dia seguinte.
Eu tenho fé que ela traz sempre coisas boas para quem está disposto a subir em um barco e aproveitar o dia na água, pescando. Ela nunca traz tudo o que desejamos porque às vezes precisamos nos aventurar em águas mais distantes e profundas para conseguir aquilo de que nos julgamos merecedores, batalhando pelo que queremos para nós e para quem nos é importante.
O mar nos ama tanto que sempre nos trás coisas novas, sempre. Ele não nos dá tudo o que queremos, mas está lá esperando por nós para aproveitarmos um dia de pescaria. Ame o mar que te trouxe a pesca do dia, mas saiba que somente irá aproveitar o melhor dele quando tiver tecido uma boa rede e gastar algumas horas, ou dias, buscando o que realmente procura ou apenas colhendo o que a maré costuma trazer para os que tem fé.
Coisas assim só entende quem de verdade ama e tem fé no mar, e portanto tem amor pela vida e fé em si mesmo.
O pescador com fé no coração levanta todo dia de manhã e apronta seu barco, sobe até o alto mar e lança sua rede. Alguns dias ele é abençoado com uma pescaria produtiva, redes cheias e em outros só consegue trazer para terra o suficiente para sanar a fome de sua família. Há também os dias em que tudo o que consegue são queimaduras de sol. No entanto ele não falha nem um dia, não importando se está fazendo muito calor, se os ventos estão fortes ou se uma tempestade ameaça desabar. Ele tem fé de que estará em segurança e de que quanto mais se empenhar, mais peixes terá em sua rede.
O pescador sem essa mesma fé olha para o céu antes de colocar seu barco na água. Encara cada nuvem com desconfiança e olha torto sempre que uma onda aparenta avançar mais do que o normal. Não é todo dia que esse pescador sobe o mar. Em conseqüência, é muito improvável que sua rede fique cheia um dia.
A principal diferença entre esses dois tipos é que o primeiro pescador ama o que faz, ama pescar, ama navegar, ama colocar comida na mesa com seu trabalho árduo e portanto sempre terá algo para alimentar sua família.
É bem mais fácil ter fé quando amamos nosso trabalho. Ter fé que dizer, acima de tudo, ter esperança, confiar numa força maior mesmo nos momentos mais críticos e nos deixar levar por algo bem maior do que nós.
Dizem que hoje em dia faz muito sentido ter fé na ciência. É uma crença racional, lógica. Garantia de que nunca seremos desapontados.
Na minha opinião, uma grande baboseira.
Quem tem fé na ciência baseada na nossa percepção do mundo material não tem lá muito apreço pela vida. É o tipo de pescador que acredita que só terá um dia produtivo se for o tempo propício numa determinada época do ano com uma rede de material especial lançada em determinado local do oceano. É o filosofo que tenta desvendar os mistérios da vida presumindo que não haja nada de realmente misterioso, nada que a percepção humana não possa captar. É o estudioso empenhado em descobrir como cada faceta do universo funciona descartando a presença de qualquer influência metafísica.
Nem desconfiam estas pobres criaturas que nada no universo é linear, muito menos a própria vida. A vida não é como uma equação ou uma fórmula, previsível e intelectualizada. A vida é como o mar. Hora calmo, hora revolto, cheio de atividade, ecossistema sustentável e indomável. Alguns se deixam levar por ela, outros nadam contra a correnteza e também existem aqueles que permanecem estagnados no mesmo lugar.
Não temos idéia do que a maré trará no dia seguinte.
Eu tenho fé que ela traz sempre coisas boas para quem está disposto a subir em um barco e aproveitar o dia na água, pescando. Ela nunca traz tudo o que desejamos porque às vezes precisamos nos aventurar em águas mais distantes e profundas para conseguir aquilo de que nos julgamos merecedores, batalhando pelo que queremos para nós e para quem nos é importante.
O mar nos ama tanto que sempre nos trás coisas novas, sempre. Ele não nos dá tudo o que queremos, mas está lá esperando por nós para aproveitarmos um dia de pescaria. Ame o mar que te trouxe a pesca do dia, mas saiba que somente irá aproveitar o melhor dele quando tiver tecido uma boa rede e gastar algumas horas, ou dias, buscando o que realmente procura ou apenas colhendo o que a maré costuma trazer para os que tem fé.
Coisas assim só entende quem de verdade ama e tem fé no mar, e portanto tem amor pela vida e fé em si mesmo.
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