sábado, 28 de maio de 2011

Kit gay

Acreditos que todos já ouviram algo sobre o tal do "kit gay". E o que anda acontecendo é que a bancada dos deputados evangélicos estão dizendo que os vídeos que o MEC quer, ou até então queria, disponibilizar para as escolas para combater o bullying contra homossexuais, estimula as crianças e adolescentes a se tornarem gays. A presidenta Dilma Rousseff até chegou suspender a produção e distribuição do kit anti-homofobia, e confimou que todo material do governo que se refira a "costumes" deve passar por uma consulta dos setores interessados da sociedade antes de serem publicados e divulgados.
Os três vídeos ainda estão no youtube porque depois que caiu na rede é muito mais complicado controlar, e ao que parece esses vídeos caíram por "engano" na internet, eles ainda não tinham sido liberados mesmo, mas como ninguém conseguiu até agora dizer exatamente o que aconteceu não se pode confirmar nada. 


Os vídeos são esses três: 





O primeiro vídeo é de um garoto que se descobre bissexual, pois ele não só sente atração por meninas ou meninos, ele gosta e se atrai pelo o que as pessoas são e não o sexo delas. 
O segundo é a história de duas garotas que se envolvem em uma festa e pessoas que estariam na mesma festa tiram fotos das duas juntas, espalham pela escola e na internet, elas sentem muito medo de tudo isso, mas acabam se assumindo por se amarem.
E o terceiro, e último vídeo é sobre um menino que se torna transexual e como todos os transexuais sente como se fosse o sexo do oposto ao dele, e começa a se vestir como uma menina. Ela não só sofreu preconceito na escola como na sua casa.


Eu assisti os três, não achei que eles estimula ninguém a se tornar homossexual, mas com certeza esclarece alguns mitos, ou mesmo pré-conceitos que as pessoas criam antes de conhecer alguém que é homossexual. 
Todos nós devemos conhecer um homossexual, e muitos do que conhecemos provavelmente não saberíamos que é homossexual se não tivesse nos contado, e se não soubéssemos não iria mudar nada sobre o que achamos deles, e porque saber a opção sexual dele muda nosso conceito sobre essas pessoas? Ela foi um pessoa corajosa e se assumiu frente a sociedade, mesmo sabendo que poderia ser criticada (como quase sempre é), ser "afastada" do grupo onde convivia, mas ela mesmo assim quis contar a verdade de quem é. 
Se nós fossemos um pouco mais egoístas quando se trata da opção dos outros as coisas seriam um pouco mais fáceis, mas deixamos para sermos egístas quando passamos por uma criança de rua e nem ao menos olhamos no rosto dela, pra quando um animal está passando fome, sede, frio na rua. Nós preferimos censurar os outros por querem ser felizes com quem amam em vez de lutarmos por coisas mais necessárias.
Os gays são pessoas como todo mundo. Você não ia proibir uma cirurgia para salvar alguém que você ama muito porque o médico é gay. Você acha mesmo que nunca conversou com um gay e nem desconfiou da opção sexual dele? Seu filho, sua irmã, seu melhor amigo, ou qualquer pessoa que você ame pode se descobrir gay, e você, vai deixar de amar essa pessoa? 
Pense um pouco antes de criar qualquer preconceito podia ser você, ou alguém que você ama muito, no lugar daquela pessoa. 
E nada, nem ninguém torna alguém homossexual ou faz alguém deixar se ser daquela forma. Comece a amar as pessoas e não a cor da pele, o dinheiro, o corpo, o rosto, o que elas parecem ser, a condição sexual delas. Ame e respeite as pessoas por o que elas são e significam pra você. 


Por: Giovanna Freitas

2 comentários:

Douglas Vieira disse...

"Na primeira das histórias homossexuais do Kit Gay, segundo o Jornal da Câmara dos Deputados, mostra-se um garoto chamado Ricardo, de 14 anos que, certa hora, vai ao banheiro urinar e encontra um colega seu. Enquanto ele urina, Ricardo dá uma olhada para o lado e vê o pênis de seu amigo e se apaixona pelo garoto. Ao retornar para a sala de aula, a professora da classe chama o menino pelo seu nome (Ricardo), onde o mesmo cerra seus lábios, pois não quer ser chamado de Ricardo, e diz que quer ser chamado de "Bianca". "

Bem, essa história parece mais uma apologia ao homossexualismo do que algo que se pareça com qualquer forma de combate ao bullying ou à homofobia. Sou contra o kitgay. Se querem fazer algo que combata o preconceito, que façam de um modo onde as crianças não pensem que ser gay é uma coisa certa (não é errado, mas o vídeo que seria passado às crianças induz que é uma coisa sadia ser gay). E se a família da criança for religiosamente contra isso? Elas não entenderão.

Giovanna disse...

Não entendi muito bem o primeiro paragrafo, mas pareceu com uma das coisas que eu li quando fiz a pesquisa para fazer o texto, estão surgindo por ai muitos textos que não estão nem um pouco de acordo com o que realmente está sendo mostrado nos vídeos.
Eu, sou, sim a favor do kit gay porque mostrar que ser gay é uma coisa normal vai induzir alguém a se tornar gay. Você não escolhe ser homossexual, é uma condição. Você descobre que gosta de pessoas do mesmo sexo, e não tem como mudar isso. Nada nem ninguém faz as pessoas se tornarem homossexuais.

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